quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os Cristãos Deveriam Celebrar O Natal?

Eu compreendo aqueles que querem ser rigorosamente e distintamente Cristãos. Que querem ser libertos do mundo e qualquer raiz pagã que possa repousar sob nossa celebração do Natal, mas não me posiciono da mesma maneira nesta questão porque penso que chega um ponto onde as raízes já estão distantes de tal forma que o significado presente não carrega mais nenhuma conotação pagã. Fico mais preocupado com um novo paganismo que se sobreponha a feriados cristãos.

Eis um exemplo que eu uso: Todo idioma tem raízes em algum lugar. A maioria dos nossos dias da semana [em inglês] —se não todos— saíram de nomes pagãos também. Então deveríamos parar de usar a palavra “Sunday” (domingo) porque ela pode ter estado relacionada à adoração ao sol em um tempo distante? No inglês moderno, “Sunday” (domingo) não carrega aquela conotação, e é a própria natureza do idioma. De certa forma, os feriados são como a linguagem cronológica.

O Natal agora significa que marcamos, no meio cristão, o nascimento de Jesus Cristo. Nós achamos que o nascimento, a morte e a ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes na história humana. Não marcá-los de alguma forma, através de uma celebração especial, me parece que seria insensatez.

Eu lembro de ter sido vizinho de um casal nos tempos de seminário que não celebrava os aniversários de seu filho. A ideia era, em parte, que todos os dias eram especiais para o menino. Mas se todos os dias são especiais, então provavelmente significa que não há dias especiais. Contudo, algumas coisas são tão boas e preciosas — como aniversários e até mesmo mortes — que são dignas de serem marcadas. Quão mais o nascimento e a morte de Jesus Cristo!

Realmente vale o risco, mesmo que a data de 25 de Dezembro tenha sido escolhida por causa de sua proximidade com algum tipo de festival pagão. Vamos apenas tomá-la, santificá-la e fazer o melhor com ela, porque Cristo é digno de ser celebrado em seu nascimento.

Não há motivo para escolher outra data. Não vai funcionar.
 
Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Tradução: voltemosaoevangelho.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

É Possível Ser Perfeito? - Parte 1

É quase unânime entre as pessoas, cristãs ou não, concordar com as frases “ninguém é perfeito” e “errar é humano”. Todos sabem que nós, mesmo depois de salvos, ainda cometemos erros em nossa vida, isto é, muitas vezes nos desviamos da vontade que Deus estabeleceu para nós.

Mas a Bíblia diz: “Sejam perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está no céu”. Aí fica a pergunta: É possível ser perfeito? Sabemos que erramos e a Bíblia diz que temos que ser perfeitos. Será que a Bíblia é mesmo um livro utópico e desatualizado, que estabelece princípios de vida impossíveis de serem seguidos? Ou será que esta mensagem é somente para uns poucos privilegiados que, escolhidos a dedo pelo Senhor, tem um poder especial para serem perfeitos como Ele é?

Bom, eu não acredito que a Palavra de Deus seja para alguns e nem que este mandamento de ser perfeito seja seletivo. Então, onde está a solução para esta aparente incoerência?

Primeiro precisamos analisar e entender o que significa “perfeição”. Para este mundo, perfeição é seguir todas as regras, normas, leis. É nunca errar. Mas será a Bíblia concorda com esta definição?

Analisemos a vida de Noé. Ele foi o homem escolhido dentre toda a raça humana para ser salvo da ira de Deus naquele momento da história. Deus iria destruir toda a humanidade por causa de seu pecado, mas conservou a Noé e sua família. Segundo a Bíblia, ele era homem justo e íntegro entre seus contemporâneos (Gn 6.9). Era perfeito!

Mas depois do dilúvio, Noé embriagou-se numa noite de comemoração e ficou nu diante de sua família. Que vergonha! Um exemplo de homem diante da humanidade, e visto como perfeito, agora enchendo a cara e se despindo na frente dos outros.

Outro exemplo é Davi, o rei ungido por Deus e do qual o Senhor disse: "... achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração..." (Atos 13.22). Davi era um exemplo perfeito para todos nós.

Um dia, porém, Davi deixou seu coração se desviar e cometeu um dos mais horríveis atos da história bíblica. Manteve relações com uma mulher casada, engravidou-a e mandou matar seu marido para esconder seu erro. Só se arrependeu quando um profeta veio adverti-lo.

Meu Deus! Parece que ficou ainda mais confuso, não é! Os grandes homens da Bíblia, considerados perfeitos por Deus, cometeram erros terríveis, que a maioria de nós nunca vai cometer.

Afinal, posso ser perfeito ou não posso?

Continua...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cristãos Perseguidos. E se fosse você?

A Missão Portas Abertas é uma organização sem fins lucrativos que trabalha no auxílio aos cristãos que são perseguidos em vários países do mundo, como Coréia do Norte, Arábia Saudita, Argélia, entre outros.

Sim! É isso mesmo! Ainda existem cristãos perseguidos por causa de sua fé. Não! Não estou falando de ser alvo de uma piadinha aqui e uma brincadeirinha ali por causa do dízimo ou algo parecido. Estou falando de perseguição religiosa de verdade.

Em mais de 50 países do mundo, cristãos de várias denominações são torturados, presos, impedidos de viver vida social e até caçados e mortos unicamente por aceitarem a Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas. Nesses países não há liberdade religiosa. São dominados, em sua maioria, por muçulmanos radicais que tentam impedir o crescimento do cristianismo através de ameaças e violência aos cristãos.

Estupros, assassinatos, espancamentos e outros tipos de violência são cometidos. Adolescentes têm que fugir de casa e, às vezes, da própria cidade para não serem mortos. Isso tudo por serem cristãos.
Mas não há somente violência e brutalidade na vida destes irmãos. Em meio a tanto sofrimento cresce uma fé firme no Salvador. Para os cristãos perseguidos, sofrer por amor a Cristo é um privilégio que nem todos conseguem experimentar.

Suas vidas são um exemplo para nós que vivemos em meio a uma liberdade religiosa tão intensa que acaba se tornando nociva. Nossa perseguição é a nossa liberdade. Sim! Pois o Evangelho pregado no Brasil, em grande parte, serve apenas como um paliativo para o sofrimento e em sua forma mais repugnante e pejorativa, como trampolim para ascender socialmente, um talismã, um manual de como ser bem sucedido.

Precisamos olhar para a Igreja Perseguida e copiar seu exemplo de fé e abnegação. Mas também devemos ajudá-la, pois suas dificuldades são imensas.

Ore por eles, contribua financeiramente, visite algum deles. Eles precisam de nós!

Visite o site da Missão Portas Abertas e saiba como ajudar: www.portasabertas.org.br.


James Russel Lowell

São escravos que temem defender
os que caíram, e esses que são fracos;
São escravos que sempre hão de preferir
aos ódios, às troças, às afrontas,
manter em silêncio uma verdade
que iria obrigá-los a pensar;
São escravos que temem ter razão
se acompanhados só por dois ou três.

Stanzas on Freedom

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A mais bela flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho, desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.
 
E como se eu não tivesse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
“Veja o que encontrei!”
 
Na sua mão uma flor – que visão lamentável – pétalas caídas, pouca água ou luz. Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
“O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei; hei-la, é sua.”



A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então me estendi para pegá-la e respondi:
“O que eu precisava.”



Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos. Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.

“De nada”, ele sorriu, e então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.



Sentei-me e me pus a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.


Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim eu. E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradecido a Deus por ver a beleza da vida, e apreciei cada segundo que é só meu. Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa. Sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

Autor Desconhecido